Nas últimas edições
do ENOVIT sentimos o interesse crescente
dos operadores da fileira do vinho e da vinha no sector do olival e do azeite.
Quer na adega, quer
no lagar, grande parte dos fornecedores são comuns.
Os nossos visitantes
são muitas vezes, em simultâneo, produtores de vinho e de azeite pelo que a indústria
do vidro, das cápsulas e da rotulagem já serve os operadores de ambos os mercados.
Atendendo ao interesse
manifestado por visitantes e expositores, o
ENOVIT 2008 vai passar a contemplar uma área especial de olival e azeite.
O mercado do Olival em Portugal
À semelhança da vinha,
o olival tem uma projecção significativa na agricultura portuguesa, sendo considerado
estratégico no Programa de
Desenvolvimento Rural em vigor estabelecido para Portugal.
Na olivicultura, Portugal
é o 8º produtor a nível mundial e este é um sector que não gera excedentes.
96% da azeitona produzida
em Portugal destina-se à produção de azeite, contra 4 % que vão para a azeitona
de mesa.
Na cultura do olival
destacam-se as
regiões de Trás-os-Montes e do Alentejo.
Está provado que as
explorações agrícolas especializadas em olivicultura têm muitas vezes outras culturas
associadas, e muitas delas são também explorações vitícolas.
Nos principais custos
de uma exploração olivícola encontram-se à cabeça máquinas e equipamentos (29%)
e fertilizantes e correctivos (com 15%). Neste ponto, faz todo o sentido que os
players do sector do olival possam encontrar
no ENOVIT a forma mais eficaz
para gerirem as suas explorações.
O sector do olival
tem-se concentrado, mantendo no entanto a área de produção e o volume comercializado.
Os principais investimentos
efectuados neste sector têm sido nos lagares, na remodelação de equipamentos de
recepção de azeitona, extracção e de armazenagem de azeite.
Fonte: Ministério da Agricultura - 2007.